27 de março de 2014

Rotatividade no poder é debatida na Câmara

“Não é razoável que os parlamentares se tornem vitalícios no poder. Democrática é a sucessão de pessoas e de ideias”

Um debate acalorado movimentou a reunião plenária realizada na Câmara Municipal de Contagem, na última terça-feira (13). Na pauta estava o projeto apresentado pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT) e apoiado pelo vereador Obelino Marques, que visa restringir o número de reeleições dos parlamentares dos poderes legislativos. "Não é razoável que os parlamentares se tornem vitalícios no poder.

Democrática é a sucessão de pessoas e de ideias", declarou Obelino. O projeto prevê que o parlamentar possa exercer três mandatos consecutivos ou mais alternados, porém, tem que haver a interrupção depois do terceiro mandato, ficando o parlamentar sem poder disputar o quarto mandato para o mesmo cargo. Não há restrição quanto a disputar em outra esfera de poder. O vereador Arnaldo de Oliveira, há quase 30 anos no poder, discorda da proposta. "A restrição de mandatos é um tema sugestivo, mas creio que a decisão é do povo. Se vereadores, deputados, senadores ficam muito tempo [NO PODER]é porque o povo acha que o trabalho é bom e ta representando bem a comunidade", disse. Obelino não concorda e apóia a rotatividade.

"Sabemos que é desleal um candidato atuante concorrer com alguém que está iniciando. Eu tenho uma estrutura de gabinete que faz com que eu tenha mais chances de ganhar do que quem está lá fora, sem nenhuma estrutura", argumentou. Obelino desqualifica o discurso de que se a população aprova o trabalho desenvolvido por uma autoridade política, este deve continuar no Poder. "A Marília está com 70% de aprovação, podendo chegar a 85%, segundo pesquisa, a população aprova o trabalho da prefeita. Ela poderia disputar o terceiro mandato, mas é a lei impõe a interrupção do mandato para que haja rotatividade", afirmou.