9 de julho de 2014

Inflação confirma tendência de queda e fica em 0,40% em junho, diz IBGE

Queda é a terceira seguida e foi puxada novamente pela baixa nos preços dos alimentos e bebidas, que despencou de 0,58% em maio para – 0,11% em junho

A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou desaceleração em junho, com taxa de 0,40% contra 0,46% em maio.

A queda é a terceira seguida e foi puxada novamente pela baixa nos preços dos alimentos e bebidas, que despencou de 0,58% em maio para – 0,11% em junho.

O resultado é o menor desde julho de 2013, quando desacelerou a – 0,33%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com essa terceira queda seguida, o indicador confirma a tendência de baixa prevista na semana passada, pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. De acordo com ele, mesmo com as oscilações maiores verificadas no início desde ano, a inflação está sob controle e encerrará 2014 respeitando os limites estabelecidos no âmbito do regime de metas. “A inflação mensal ao consumidor se encontra em patamar baixo e deve permanecer bem comportada nos próximos meses”, avaliou Tombini.

Queda generalizada – Ainda segundo o IBGE, não foi apenas o grupo Alimentação e Bebidas que reduziu de um mês para o outro. Excetuando-se apenas os Transportes e Despesas Pessoais, todos os demais grupos apresentaram resultados mais baixos em junho.

Nas despesas com Habitação houve redução de 0,61% em maio para 0,55% em junho, mesmo com expressivas altas na taxa de água e esgoto (0,95%), aluguel residencial (0,84%) e artigos de limpeza(0,92%). Isso porque a energia elétrica passou de 3,71% em maio para 0,13% em junho.

Copa – Os principais aumentos de preços são momentâneos porque foram motivados pela alta na atividade gerada pela Copa do Mundo no Brasil. As diárias dos hotéis aumentaram 25,33% e levaram o grupo das Despesas Pessoais a 1,57% em junho (0,80% em maio), configurando tanto a maior variação quanto o principal impacto de grupo (0,17 ponto percentual).

Da mesma forma, com a Copa, as tarifas aéreas ficaram, em média, 21,95% mais caras e, com isso, o grupo dos Transportes foi para 0,37%, após ter registrado queda de 0,45% em maio, mesmo com o litro do etanol e da gasolina mais baratos em 3,42% e 0,72%, respectivamente.

Assim, diárias de hotéis, com 0,11 ponto percentual, aliadas às tarifas aéreas, com 0,09 ponto, lideraram o ranking dos principais impactos. Juntas, se apropriaram de 0,20 ponto percentual e foram responsáveis pela metade do IPCA do mês.